quarta-feira, 30 de março de 2011

Peeling diamante

1. Introdução

A microdermoabrasão através de ponteiras de diamante é um procedimento de esfoliação mecânica progressiva e controlada. A esfoliação promove estimulação da renovação da pele devido a retirada da camada córnea, contribuindo na eliminação das linhas cutâneas superficiais, estimulando a regeneração celular, incrementando a produção de colágeno e melhorando a qualidade da pele.

Microdermoabrasão é ideal para:

• Pessoas que não têm tempo para ficar fora do trabalho ou socialmente

• Pessoas ativas que não querem interromper sua vida social nem atividades esportivas.

• Pessoas jovens com poucas e precoces mudanças na pele que desejam uma melhora na aparência.



2. Efeitos fisiológicos

• Melhoria da qualidade da pele pelo afinamento da camada epitelial

• Regeneração celular

• Incremento na produção de colágeno, elastina e reticulina

• Ativação da microcirculação

• Estímulo da renovação celular


3. Indicações

• Fotorejuvenescimento - prevenção e tratamento

• Hiperqueratoses

• Redução de linhas finas de expressão, rugas finas e médias

• Cicatrizes inestéticas causadas pela acne, traumas ou cirurgias

• Estrias

• Desordens Pigmentares: melasmas, hipercromias e manchas

• Cicatrizes pós-traumáticas ou pós-cirúrgicas

• Poros dilatados, microcomedões e irregularidades cutâneas

• Peles seborréicas

• Rinofima

• Foliculite

• Cicatrizes superficiais e quelóides

• Pré-tratamento de laser e peelings

• Pré-cirúrgico estético

• Preparo para aplicação de princípios ativos

• Como complemento de cirurgias estéticas e tratamento de laser

quarta-feira, 23 de março de 2011

Renove-se, ilumine-se. Com o Refine Adcos.

    Tratamento inovador dermoabrasivo com peeling de cristais e maçã vermelha, renova e ilumina a pele.
    " O tempo não pára”, já dizia Cazu-za. Como não param os sorrisos para quem se ama, as surpresas inesquecíveis e todas as experiências que lapidam a essência das pessoas. Essas vivências constituem a história de cada um e devem transparecer da forma mais bela e reluzente. Por isso, cuidar do rosto e do corpo é imprescindível. E o momento não poderia ser mais apropriado. O sol forte do verão dá espaço para o clima mais ameno do outono, uma ótima época para tratar não só as marcas causadas pelas contrações musculares, como as deixadas pelo excesso de sol na pele.
    A Adcos Cosmética de Tratamento é a primeira marca nacional a lançar uma linha que combina micro-cristais de óxido de alumínio com extrato concentrado de maçã vermelha. “A Linha Refine Adcos é um sistema inovador de tratamento cosmético microdermoa-brasivo que suaviza as rugas finas, hi-drata e nutre a pele, recupera o viço e a luminosidade da pele”, explica Rubens. “Refine Adcos é a combinação exclusiva de óxido de alumínio e extrato concentrado de maçã vermelha com agentes químicos, com os ácidos glicólico e salicílico, e resulta em um efeito de descamação suave e progressivo, promovendo uma esfoliação segura e eficaz, que deixa a pele muito mais lisa”, afirma. “O Pee-ling de Cristais da Adcos é um tratamento não invasivo, rápido e indolor, que remove a camada superficial de células mortas da epiderme, proporcionando renovação celular e refinamento da pele”.
    A maçã, fruta conhecida entre os povos germânicos medievais, era considerada símbolo da imortalidade e representava a deusa Idun – a rejuvenescedora. Uma mordida na maçã guardada por Idun era o bastante para rejuvenescer os deuses de Asgard. O suco concentrado de maçã tem efeito queratolítico suave, hidratante, remineralizador, tônico e renovador.
    Benefícios do tratamento: remove as células mortas, suaviza as rugas finas e uniformiza o cla-reamento da pele, melhora a elasticidade e o tônus cutâneo, reduz os poros dilatados e as cicatrizes de acne, promove efeito lifting. E a linha foi desenvolvida para uso profissional e domiciliar, nas versões Clinic Peeling de Cristais . – tem ação esfoliante uniformizando o relevo da pele. Refina e suaviza, tornando-a mais homogênea, luminosa e receptiva aos ativos que serão aplicados.
    Máscara antioxidante de maçã vermelha – tem efeito remineralizante, renovando e tonificando a pele, deixando-a mais luminosa. Gel com alpha e beta hidroxiácidos – promove hidratação e esfoliação, acelerando o processo regenerativo da pele. Sérum revitalizante de maçã vermelha – suaviza e proporciona ação tensora, com efeito lifting imediato. Contém microesferas que liberam vitamina E, antioxidante e nutritiva. - Produtos Refine Home Care: Tratamento domiciliar: Uma a duas vezes por semana. Peeling de cristais – remove a camada de células mortas, devolvendo o viço e a lumi-nosidade à pele. Emulsão revitalizante de maçã vermelha – hidratação profunda, aliada à ação renovadora e nutritiva da vitamina E, liberada através das microesferas.

Olheiras

E aí meninas, tudo bom? Vocês sabem o que é hiperpigmentação periorbital? Não? Esse é o nome chique da indesejável OLHEIRA!
Hoje, vamos falar um pouco sobre ela, como amenizá-la ou até mesmo eliminá-la da sua vida.
Vários são os fatores, isolados ou combinados, que ocasionam ou contribuem para o aparecimento das olheiras, tais como:
- Hereditariedade;
- Excesso de vasos;
- Excesso de melanina;
- Insônia;
- Cansaço ou estresse;
- Alergia;
- Flacidez;
- Excesso de bebida alcoólica e café,
- Uso de cigarros;
- Período menstrual.
As olheiras são facilmente perceptíveis porque a pele que cobre a área dos olhos é finíssima, daí, o acúmulo de melanina (pigmentação) ou de vasos nessa região transparece em forma de olheiras.

COMO TRATAR?

Os produtos e técnicas disponíveis para amenizar as olheiras não surtem bom resultado se não forem associados a outros métodos como o uso de cremes específicos, drenagem linfática manual (DLM), compressas e laser. Vamos a eles:
- Os cremes específicos contêm ativos que clareiam, ativam a circulação e drenam os líquidos da região (no caso de bolsas);
- A DLM estimula a circulação sanguínea e linfática, sendo mais indicada quando há retenção de líquidos na pálpebra inferior;
- Compressas geladas com chás, frutas e legumes têm efeito relaxante e atenuam o problema de forma paliativa. O gelo faz uma constrição nos vasos, mas quando a temperatura corporal se restabelece as olheiras voltam. As compressas ajudam desde que a temperatura esteja a mais baixa possível.
.Algumas atitudes podem ajudar na hora de combater essas manchas, como um estilo de vida mais saudável, as famosas oito horas de sono e uma alimentação adequada. Cremes clareadores com ativos de vitamina A, C e E, ácido kógico, ácido fítico, arbutin e hidroquinona são bons clareadores. Cremes descongestionantes com camomila, tília, cafeisilane, hamamélis ou vitamina K1 na fórmula também são uma boa opção.

ALGUMAS DICAS:

• Antes de começar a maquiagem, limpe e tonifique o rosto. Cheque se sua pele está hidratada, caso contrário, passe um creme indicado para a área dos olhos.
• Corretivos cremosos são os mais indicados para disfarçar olheiras, pois dão um aspecto natural e são absorvidos com mais facilidade.
• Existem também corretivos coloridos que melhoram o disfarçe as olheiras. O amarelo e o laranja neutralizam os pigmentos arroxeados e o rosa é ideal para as manchas de cor marrom.  O produto deve ser aplicado sobre as manchas com leves toques. Após alguns segundos, passe o corretivo bege (cor da pele) e espalhe o produto.
• Antes de dormir retire a maquiagem com demaquilante próprio para a área dos olhos e um sabonete com propriedades calmantes de acordo com seu tipo de pele. Depois aplique um creme de tratamento para olheiras na área dos olhos.
• Não se deixe enganar! Não existe cura nos tratamentos estéticos para olheiras. A esteticista usa produtos e alguns recursos que melhoram, amenizam o problema e podem dar ótimos resultados.

PRODUTOS QUE INDICO:

- Sérum K Specific, Adcos (foto)


- Corretivo para a região dos olhos
(Para disfarçar manchas da pele e olheiras profundas)
Existem no mercado inúmeros produtos que prometem a redução das olheiras e até a cura (?). Os resultados variam de acordo com a forma de uso e os fatores que ocasionaram as olheiras, portanto, conhecer o fabricante ou o laboratório responsável pelo produto é fundamental. Pesquise, pergunte e procure um bom profissional da área médica ou estética.

Novidades Adcos


ADCOS lança linha de maquiagem com ativos que tratam a pele


ADCOS Make Up oferece um amplo portfólio de produtos e moderna paleta de cores, para atender aos desejos de beleza e cuidados diários com a pele do rosto

A ADCOS, empresa com 16 anos de atuação no desenvolvimento de cosmética de tratamento para as áreas de estética, dermatologia e fisioterapia, anuncia o lançamento de sua linha de maquiagem. Destinada à mulher que deseja realçar a beleza e tratar a pele, as formulações possuem ingredientes nutritivos, emolientes, antioxidantes e vitaminas.

A linha ADCOS Make Up, composta por batons, sombras, máscara para cílios, gloss e lápis para olhos e sobrancelhas, alia alta tecnologia e sofisticação, seguindo os padrões internacionais de qualidade na fabricação de dermocosméticos.

A proposta da empresa foi criar uma linha de maquiagem para uso diário, em que todos os produtos reforçassem os cuidados com a pele.

“A mulher brasileira tem investido mais no uso de maquiagem, que a deixa autoconfiante e aumenta sua autoestima. No entanto, essa consumidora busca produtos que combinem praticidade, cor e benefícios reais nos cuidados diários. Por isso, a partir do conhecimento que a ADCOS tem no segmento de tratamento facial, elaboramos a linha de maquiagem, com princípios ativos que proporcionam efeito nutritivo, maciez, hidratação e combate ao envelhecimento cutâneo.”, afirma Dra. Ada Alcinea da Mota, diretora científica da ADCOS.

Produtos

Batons: proporcionam cobertura uniforme e emoliência, deixando os lábios macios. Sua fórmula, com Max Lip®, contém peptídeos naturais que estimulam a síntese de colágeno e recompõem as células do tecido labial. Também possui vitamina E, que apresenta efeito nutritivo e antioxidante. Disponível em 11 cores mate: vermelho claro, vermelho boca, laranja, cor de boca, cor de boca intenso, bordô, uva, marrom, cobre, dourado e rosa; e nove cores translúcidas: vermelho, cor de boca, rosa cintilante, rosa claro, salmão, lilás, rosa antigo, terra e dourado.

Gloss: produto com alto brilho, cobertura suave e alta adesão, que evita que o produto escorra. Sua fórmula também possui Max Lip®, estimulando a produção de colágeno, que com o uso contínuo, recompõe as células do tecido labial, e vitamina E. Disponível em seis cores: rosa, marfim, bege, terra, boca rosado e vermelho.

Batom longa duração: oferece alta cobertura e durabilidade da cor. É à prova d´água e não resseca os lábios. Contém Vitamina E, com ação antioxidante, e ativos altamente hidratantes. Disponível em quatro cores: canela, chocolate, nozes e tutti-frutti.

Sombras: contém micropigmentos, que oferecem alta cobertura, e partículas que absorvem a oleosidade, evitando o acúmulo do produto no contorno da pálpebra e deixando a área de aplicação uniforme. Disponível em nove cores: branca, grafite, roxa, marrom, marfim, salmão, prata, verde e dourada.

Máscara para cílios: oferece alta intensidade de cor, alonga e aumenta o volume dos cílios. Sua fórmula com polímeros 3D, Vitamina E e óleo de jojoba protege os cílios, mantendo-os macios. À prova d´água, possui secagem rápida, longa duração e é testada oftalmologicamente. Disponível na cor preta.

Lápis para olhos e sobrancelhas: proporcionam um contorno preciso e são resistentes à água. Possuem excelente compatibilidade com a pele e sua aplicação é estável e macia. Disponível nas cores marrom e preta.

domingo, 20 de março de 2011

Massagem modeladora

Não há nada que incomode mais do que os pneuzinhos que insistem em aparecer justo na hora que você veste aquela blusa vermelha lindíssima... e justa. E o pior é que quando você tenta correr atrás do prejuízo, vem o professor na academia e diz: “gordura localizada não tem muita solução, o negócio é aceitar”. Como nunca estaremos prontas para escutar isso, as clínicas de estética não desistem e vivem buscando novos métodos para resolver o problema!!
 
A gordura localizada é um fenômeno comum. Não pense que é só você que sofre desse mal. E ainda mais, afeta mulheres e homens! Os culpados de sempre? Stress, falta de tempo para cuidar do corpo, alimentação desequilibrada, vida sedentária...
 
A técnica é baseada em princípio da terapia chinesa e em pontos que auxiliem a modelagem Corporal associada a manobras específicas ao resultado que se deseja obter, a técnica auxilia no processo de redução de medidas, equilíbrio geral da cliente e manutenção das medidas reduzidas. 


Como é feita?
A massagem modeladora com as Mãos é uma técnica de “massageamento”, que utiliza movimentos intensos de amassamento (como se fossem leves apertões), feitos em todo corpo. Esses movimentos ativam a circulação sanguínea e ajudam na liberação de toxinas acumuladas nos tecidos localizados.

Como é o tratamento? E onde as gordurinhas se encaixam nessa história?
Esse tipo de massagem tem como finalidade esvaziar as células adiposas, que formam o tecido onde as gorduras se acumulam. Os movimentos mandam embora toda a gordura que fica lá dentro. É quando essas células perdem volume que o tratamento começa fazer efeito.
 
Além dos movimentos, os cremes aplicados ajudam. Geralmente são utilizados aqueles cremes com ativos que auxiliam na eliminação de gorduras, como centella asiática, ginko biloba e algas marinhas.
 
É possível que você sinta uma ligeira dor, devido aos nódulos de gordura e à pressão da massagem. Mas relaxe, não é nada que faça você desistir de se cuidar!
 
Para quem quer perder peso, não basta só se submeter a um tratamento como esse. Mais uma vez, temos que lembrar que o mais importante é combinar qualquer tratamento com uma alimentação equilibrada. Quem quer emagrecer não tem como se livrar de uma dieta equilibrada. Sem isso, os resultados são passageiros e logo você terá que fazer tudo de novo.


Indicação:
Devemos ter em mente que a massagem "Não emagrece" a pessoa, mas modela seu contorno corporal, como uma "lipoescultura".
 
Uma pessoa magra pode ter seu contorno corporal não tão bem definido, pois existe o que chamamos de "gordura localizada" que nem sempre é eliminada com o emagrecimento. Daí a necessidade de se fazer uma modelagem, delineando melhor esses contornos.
 
Portanto, a massagem modeladora auxilia desde aquela pessoa que está em processo de emagrecimento quanto quem já é magro e deseja melhorar seus contornos corporais.
 
O cliente é visto e analisado de forma integral. Através da ficha de anamnese se estipula quais movimentos e pontos serão utilizados para promover equilíbrio tanto físico como emocional que produzam resultados de redução mais duradouros.
 
Além destes, a técnica ajuda na: Constipação intestinal; Ameniza celulite; Tensões pré-menstruais; Acúmulo de líquido e toxinas; Tensões; Combate a gordura localizada e flacidez; e na, perda de medidas.
 
Benefícios da técnica:
Proporciona melhoria na oxigenação dos tecidos, bem como desintoxicação das células do tecido adiposo superficial. Alem disto, produz efeitos fisiológicos diversos no metabolismo, proporcionando benefícios em todo o corpo:
  • Pele: Aumento da temperatura local, estimulação de secreções sebáceas e sudoríparas e facilitação da penetração de princípios ativos.
  • Tecido conjuntivo: Facilita a mobilidade da pele sobre camadas subjacentes, aumentando e normalizando o fluxo sanguíneo local.
  • Sistema circulatório: Aumentam a velocidade, o fluxo e a área irrigada da corrente sanguínea.
  • Sistema Nervoso: Aumentam a eficiência da condução nervosa e dependendo da pressão, podem ser sedativas ou estimulantes.
Quantas vezes devo fazer?
O ideal é fazer cerca de 10 sessões, sendo duas por semana. Cada sessão dura uns 50 minutos.
 
Contra-indicações:
Inflamações musculares crônicas, tromboses ou tromboflebites, insuficiência cardíaca, câncer de qualquer espécie, hipertensão arterial (não controlada), hipotensão e hipotireoidismo não são boas companhias para um tratamento como esse.
 
Quem sofre de algum destes distúrbios deve procurar seu médico antes de qualquer coisa. A disfunção renal também pode ser outro obstáculo. E, é claro: mulheres gestantes ou em período de lactação devem esperar um pouquinho para conhecer a técnica. Não custa nada, né?
 
Informe-se antes sobre a competência do profissional que vai aplicar a massagem. Fisioterapeutas ou esteticistas corporais são os únicos especialistas aptos a fazer a Lipoescultura com as mãos.
 
Massagem lipomodeladora X Drenagem Linfática
A essa altura você deve estar associando a Lipoescultura Com as Mãos com uma técnica já muito nossa conhecida, a Drenagem Linfática. Você está totalmente certa! Algumas pessoas até chamam esta técnica de Drenagem Turbinada. Realmente, são tratamentos parecidos, feitos à base de uma massagem corporal. Mas a diferença está nos produtos utilizados e na pressão dos movimentos. Enquanto a drenagem é feita com movimentos leves, a lipoescultura usa toques mais fortes. A grande diferença, no entanto, são os objetivos.
 
A drenagem linfática não é feita para emagrecer e, sim, para melhorar a circulação da linfa. Já o objetivo da Lipoescultura Com as Mãos é eliminar gordura localizada.
 
Mas não pense que é um milagre! Os especialistas lembram que tratamentos desse tipo precisam do auxílio de uma dieta, senão, de nada adiantam. Como em outros tratamentos do mesmo tipo, o grande segredo é mesmo alimentar-se de forma saudável, equilibrada e sem excessos...

Por isso, vamos lá que os esforços continuam..

Massagem relaxante


           
Do Michaelis:
“[massagem]s.f. Fricção ou compressão do corpo ou parte dele, para modificar a circulação ou obter vantagens terapêuticas.”
             
Como é feita?
A massagem relaxante é realizada aplicando movimentos firmes e suaves sobre os tecidos do corpo proporcionando relaxamento muscular, melhoria da circulação sanguínea, alívio de tensões no pescoço e ombros entre outros benefícios. Atualmente, existem diversas técnicas de massagem para praticamente todos os fins, como por exemplo para correção postural, relaxamento, pós cirúrgica entre outras.
           
As técnicas de massagem ajudam a aumentar o nível da substância serotonina em nosso corpo proporcionando uma sensação de bem-estar e alegria, a massagem relaxante auxilia no processo para remover substâncias tóxicas das células que são prejudiciais ao nosso corpo, sendo uma técnica eficiente e rápida para combater o estresse.
           
Após um dia de trabalho estressante os músculos começam a tensionar, a respiração torna-se irregular, sensação de cansaço, cabeça e olhos doem. Uma sessão de massagem relaxante, auxilia no reequilíbrio do corpo e da mente aliviando as tensões provocadas no dia-a-dia.

Recomenda-se realizar a massagem relaxante em conjunto com hábitos de vida saudável, como, por exemplo, a prática de esportes ou técnica de relaxamento que auxilia na prevenção de problemas de saúde e no combate ao estresse.

O movimento da massagem relaxante proporciona benefícios físicos e psicológicos, aliviando o estresse, dores musculares, diminuição da ansiedade, irritabilidade, aumenta sua flexibilidade, elasticidade entre outros benefícios. Pode ser aplicada tanto em homens como mulheres nas mais diversas faixas etárias.

Movimentos básicos de uma massagem considerada clássica:
  • Deslizamento (movimentos lentos )        
  • Fricção ou Pressão (movimentos circulares)        
  • Batimento / Percussão (movimentos rápidos)        
  • Amassamento (amassar os músculos uns contra os outros)      



Indicação:
  • Dores em geral. 
  • Insônia. 
  • Estados de ansiedade ou irritabilidade e tiques nervosos. 
  • Rigidez muscular. 
  • Alivia em até 90% de dores acometidas por hérnia de disco; (lombar e cervical), citalgia, lombalgia, cervicalgia (torcicolo) e enxaquecas.

Benefícios:
  • Aumentar circulação na musculatura paralisada. 
  • Restaurar músculos rígidos para seu comprimento original de repouso. 
  • Dar mobilidade aos tecidos que estão aderidos de forma anormal às estruturas vizinhas. 
  • Sensação de bem-estar.        
  • Melhoria da circulação sanguínea e linfática.       
  • Diminuição considerável da tensão.        
  • Redução da Ansiedade e irritação. 
  • Aumenta concentração. 
  • Aumento da disposição e motivação.   
  • Estimula o equilíbrio natural no funcionamento dos órgãos internos. 
  • Melhora o humor.

Contra - indicações:
  • Algum sintoma de erupção cutânea como bolhas, feridas, escabiose. 
  • Contusões ou fraturas (antes de solidificadas). 
  • Descalcificações graves (osteoporose severa). 
  • Varizes, flebite, trombose, febre. 
  • Queimaduras recentes. 
  • Doenças mentais graves. 
  • Qualquer processo infeccioso ou inflamatório agudo. 
  • Câncer, tumores e inchaços não diagnosticados. 
  • Problemas cardiovasculares como trombose ou outros males circulatórios. 
  • Durante o primeiro trimestre gestacional. 
  • Neuropatia, alteração da sensibilidade. 
  • Diabetes.

Então, após um dia de trabalho cansativo você merece uma boa massagem relaxante em um ambiente tranqüilo, com total privacidade e conforto?

Drenagem Linfática no período Gestacional




A gravidez é um momento muito especial para a mulher, ela representa a geração de uma vida, uma semente para o futuro e a continuação da árvore familiar. São meses maravilhosos, que misturam sensações diferentes como a ansiedade pela criança que virá ao mundo a preocupações relacionadas à saúde da mamãe e do bebê. É um período marcado por mudanças físicas e sistemáticas no corpo da mulher.
Durante a gestação há um aumento na produção hormonal, responsável por várias modificações estruturais e musculares. Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio causando a retenção de líquido na gestante, principalmente nos e pés e nas pernas.
Todo mundo sabe que grávida tem de comer bem e fazer atividades físicas. São atitudes insubstituíveis para uma gestação saudável, dizem os especialistas. Mas também tem de cuidar da beleza. Não é porque o abdome cresce, a cintura desaparece, seus pés e o nariz incham que você precisa ficar se sentindo feia. Nossa boa notícia: existe vida estética durante a gestação, após o parto e no período de amamentação, para você conviver melhor com todas as mudanças geradas pela gravidez. Com alguns cuidados e conhecimento do que é possível fazer a cada etapa, além de saudável, você pode ficar linda todo o tempo. Basta ter o consentimento do seu obstetra e o cuidado de checar se é alérgica a substâncias que poderá usar pela primeira vez.
A importância da drenagem linfática na gestação:
 
Durante a gestação há um aumento na produção hormonal, responsável por várias modificações estruturais e musculares. Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio, e isso causa a retenção hídrica. O corpo tem um aumento do volume sanguíneo que varia de 30% a 50%, ou seja, temos a capacidade de reter em nosso organismo um volume de água até 8 litros acima do normal. O ganho de peso total pode variar muito de mulher para mulher, mas se estimarmos um aumento médio de 12 quilos – sendo que os médicos recomendam um aumento de peso durante toda a gravidez de 9 a 13,5 quilos – este será geralmente distribuído da seguinte forma: 3,5kg do feto; 2,0kg do líquido amniótico, placentas e membranas fetais; 1,0kg do útero; 1,0kg de mamas; 1,5kg de acúmulo de gordura e 3,0kg de sangue e líquido extra celular.

A drenagem linfática é o tratamento estético mais indicado para a gestante, a partir do terceiro mês de gestação. É uma massagem suave e lenta, que ajuda a reduzir essa retenção de líquido e diminuir os inchaços comuns da gravidez, que aparecem principalmente no primeiro e no último trimestre. 


Periodiocidade:
São indicadas até duas sessões por semana.

O que ocorre:
O profissional pressiona e desliza a mão por todo o corpo, direcionando o excesso de líquido para os gânglios linfáticos, os quais trabalham para eliminá-lo pela urina. Portanto, é comum sentir vontade de urinar com mais freqüência após a sessão e este é um sinal que a drenagem linfática foi bem feita, porém varia de acordo a cada organismo.
A drenagem linfática previne e trata as complicações decorrentes da gestação, auxiliando no alívio de problemas circulatórios e musculares, bem como de outros problemas relacionados às mudanças hormonais, tais como enxaqueca, insônia, constipação intestinal e cansaço, além de proporcionar relaxamento à gestante.

Benefícios:
  • o estímulo na circulação venosa e linfática, que reduz a retenção de líquido, diminuindo os inchaços típicos da gravidez, além de estimular a lactação e a dessensibilização das mamas, preparando-as para a amamentação;
  • a prevenção e combate às varizes e sensação de pernas cansadas;
  • o combate à celulite e às estrias;
  • o alívio de tensões e redução de dores musculares;
  • ativa o sistema vegetativo, aumentando a sensação de relaxamento, ajudando a combater o estresse; e
  • proporciona regeneração e aumenta a imunidade do organismo, uma vez que aumenta a eliminação de toxinas e estimula a produção de linfócitos pelos gânglios linfáticos.
De todos os benefícios já citados para as gestantes, um, em especial, merece destaque: com as constantes sessões, as grávidas passam a se conhecer mais e aceitam melhor a nova identidade corporal. Desta forma, a mulher passa a ter aumento do bem-estar emocional, fortalecendo ainda mais o vínculo mãe-bebê.
Contra Indicações:
Grávidas com: 
  • hipertensão não controlada
  • insuficiência renal
  • trombose venosa profunda
  • infecções de pele 
  • erupções cutâneas.
Algumas recomendações diárias:
  • Beba de dois a três litros de água por dia
  • evite o excesso de sal, que ajuda a reter líquido no organismo
  • inclua no cardápio bastante legumes e frutas, como melancia e melão, que contêm muito líquido
  • evite a carne vermelha, principalmente à noite. Substitua por peixe, que é rico em ômega 3, uma gordura saudável
  • sob a orientação do seu médico, pratique atividades físicas regulares, como a caminhada.


 Atenciosamente, Ana

Ser Mulher, ser feia, ser excluída - Drª Joana de Vilhena Novaes



O que significa, para uma mulher, ser feia nos tempos atuais? Qual o preço pago, os sacrifícios impostos e os sofrimentos vividos? A quais práticas se submetem para escapar do “intolerável da feiúra?”

“A gordura acabou com a minha vida” estampava a manchete do Jornal da Família, suplemento dominical do jornal O GLOBO, de 19/01/2003.

Sabemos que, historicamente, a imagem de mulher se justapõe com a de beleza e, como segundo corolário, à de saúde (fertilidade) e juventude. A contemporaneidade,contudo, parece ter levado ao paroxismo tais representações, como veremos no decorrer de nosso trabalho. As imagens refletem corpos super trabalhados, sexuados, respondendo sempre ao desejo do outro ou corpos medicalizados, lutando contra o cansaço, contra o envelhecimento ou mesmo contra a constipação.

Implícita está a dinâmica perfeição/imperfeição, buscando atender aos mais antigos desejos do ser humano, conforme narram os mitos, os elixires e fontes de eterna juventude. Beleza exterior e saúde, aparência desagradável e doença, cada vez mais se associam como sinônimos, no tocante às representações do corpo feminino. A questão tradicional, aceitar ou não o corpo recebido parece transformar-se em – como mudar o corpo e até que ponto?

O corpo nos dizia Levi Strauss, é a melhor ferramenta para aferir a vida social de um povo. Ao corpo cabe algo muito além de ocupar um espaço no tempo. Cabe a ele uma linguagem que se institui antes daquilo que denominamos “falar”, que se exprime, evoca e suscita uma gama de
marcas e falas implícitas.

O corpo fala e as marcas nele feitas também. A questão estética se impõe como forma e fôrma e o que é belo pode vir a ser feio. Da mesma maneira, o belo pode instituir um padrão de feiúra. No fundo, vivemos no fio de uma navalha, fio este que tenuamente separa feiúra e beleza. O presente trabalho tem como objetivo investigar qual a relação existente entre a mulher e a beleza na contemporaneidade e qual o preço pago para “ser bela”. A feiúra, conforme demonstraremos a seguir, é uma das mais penosas formas de exclusão social na atualidade. Mas
quais são as insígnias da feiúra? Acreditamos que significa não ter o corpo e a estética aceitos socialmente, ou seja: ser jovem, ser magro e ser saudável.

Buscamos também apontar como a imagem da mulher e do feminino continua associada à da beleza, havendo cada vez menos tolerância para os desvios nos padrões estéticos socialmente estabelecidos. Neste sentido, tomamos a gordura como o paradigma da feiúra e apontamos para os processos de exclusão vividos por aqueles que nela se enquadram. As falas que ilustram o trabalho, e que utilizaremos como epígrafes, referem-se à uma pesquisa realizada em 2001, sobre a qual falaremos mais adiante.

ESTÉTICA E EXPECTATIVAS SOCIAIS : O DEVER MORAL DE SER BELA

“Acho que a cultura atual preconiza que estejamos bem para poder expor ao máximo o corpo. Hoje em dia vale muito mais um braço sarado do que roupas caríssimas, e olha que eu posso dizer, pois já fui estilista.” Courtine (1995) evidencia, através de alguns exemplos históricos, o fascínio e o estado de corpolatria característico da sociedade em que vivemos. Segundo o autor esse processo remete-nos ao fato de que, em outros momentos históricos, a apreciação estética do corpo, se dava de uma forma menos fragmentada, na qual não estavam em jogo pedaços/recortes da anatomia humana, sendo valorizado um todo harmônico.

“A atração que Charles Atlas exercia sobre o público dos anos 20 centrava-se na visão do conjunto de uma pujança corporal harmoniosa; o sucesso de Jhonny Weismuller, nas salas de cinema dos anos 40, decorria da elegância “natural” de sua musculatura(...) A fascinação que o corpo de Schwarzenegger provoca sobre o grande público da telinha é de outra natureza: congelado numa luz crua, quase cirúrgica, o body-builder faz sobressair os mínimos detalhes de sua massa corporal. Estrias das fibras musculares, ramificações da rede vascular, palpitações de um tórax estufado: a imagem ideal do corpo que o body-builder de hoje configura é aquela dos corpos destinados aos estudos anatômicos”. (p.103)

É também preciso ressaltar que o controle exercido através da fiscalização de um olhar minucioso sobre a aparência e com o aval da ciência, contribui para regulamentar diferenças e determinar padrões estéticos em termos daquilo que é próprio e impróprio, adequado ou inadequado, normal ou anormal. Como bem sugere Durif, “o corpo torna-se álibi de sua própria imagem.”. Esse controle da aparência traduz-se não somente na atribuição de características estéticas, como investem-nas de julgamentos morais e significados sociais.

“Um professor disse que se eu emagrecesse me tratariam diferente. É claro que os caras não vão olhar para uma banhuda e sim para a saradona, mas as pessoas acham que se emagrecessem passariam a fumar Marlboro, andariam de BMW e os cabelos cresceriam louros.” (sic)

É interessante notar como os discursos que normatizam o corpo, sejam eles científico, tecnológico, publicitário, médico, estético, etc., vão, pouco à pouco, tomando conta da vida simbólica/subjetiva do sujeito. Nas palavras de Daniels, (1999): “As instâncias que normatizam o corpo invadem as dimensões expressivas e simbólicas da corporeidade, fornecendo imagens e informações que reconfiguram o próprio âmbito do vivido corporal. O leitor é sempre aquele que possui um conhecimento muito limitado e confuso de seu corpo”.

Com efeito, os cuidados físicos revelam-se, invariavelmente, como uma forma de estar preparado para enfrentar os julgamentos e expectativas sociais. Da mesma forma, todo o investimento destinado aos cuidados pessoais com a estética vincula-se à visibilidade social que o sujeito deseja atingir – evitar o olhar do outro ou à ele se expor está diretamente relacionado as qualidades estéticas do próprio corpo!

Segundo Malysse (1997), esforçamo-nos o ano todo com exercícios massacrantes para no verão termos a recompensa de poder ir à praia expor nosso corpo sem vergonha. Disciplinamos o corpo à freqüentar uma academia de ginástica a fim de que, as custas de muito suor e calorias perdidas, consigamos reconhecimento social e aprovação.

O prazer é, irreversivelmente, associado ao esforço, o sucesso à determinação, e a intensidade do esforço é claramente proporcional à angústia provocada pelo olhar do outro. Nada aqui é gratuito – tudo é obtido num sistema de regulação de trocas, seja ele dentro da lógica capitalista ou inserido no pensamento do sacrifício cristão.

Em um artigo intitulado “Os Stakhanovistas do Narcisismo”, Courtine (1995) discute o caráter hedonista, que muitos apontam na chamada cultura do corpo. Retraça a origem aos Estados Unidos, país onde as práticas sociais, sobretudo aquelas ligadas ao corpo, são mais evidentes e aponta para o caráter prescritivo das disciplinas corporais, herança do puritanismo e da cultura do “faça o melhor de si mesmo”. Para Courtine, “a pastoral do suor”, de inspiração puritana, foi uma as molas mestras do body building, com a crença de que a moralidade não é apenas uma questão só de piedade religiosa, mas também de forma e disciplina muscular.

De acordo com Durif, (1990) a imagem que as revistas oferecem para os leitores à respeito de seus próprios corpos, investe neste jogo de espelhos produzido entre o corpo e o olhar do outro, operando na construção da auto-estima e da auto-imagem, sendo: “tanto um eixo de construção como lugar de contradições inibidoras devido ao poder de coação social voltado para suas dimensões mentais, afetivas e sociais”.

Para Roland Barthes, (1982) a imagem corporal deve ser compreendida como uma resultante da influência que o ambiente exerce sobre o sujeito, num processo em que as representações corporais estão em constante transformação. Assim, nas palavras de Barthes: “meu corpo é para mim mesmo a imagem que eu creio que o outro tem deste corpo”.

Contudo, sua maior contribuição foi destacar que inúmeras táticas de sedução e intimidação são elaboradas como um reflexo da fragilidade e vulnerabilidade existentes na construção da própria imagem corporal. Tais estratégias são articuladas para darem conta da expectativa que supomos os outros terem sobre o nosso corpo. E é este aspecto tirânico das relações humanas com referência ao corpo, que justifica a constelação de atitudes negativas face à feiúra.

Aparentemente tratada como banal, a modelagem da boa aparência na verdade é investida de grande carga ideológica, fazendo com que a lógica do consumo permeie todos os investimentos estéticos.

Em recente pesquisa sobre as academias de ginástica da zona sul carioca observou-se, na fala das entrevistadas, o terror que a gordura provoca:

“Na cultura e na moda atual, infelizmente, conjugamos: roupas ínfimas com corpos secos, destituídos de qualquer gordura, para meu desespero, gordinhas não são apreciadas.” (sic)

“..conforme já disse, quando venho malhar e mantenho o meu peso ideal tá tudo azul, saio, me divirto, levo uma vida normal, quando não - é depressão na certa, não me relaciono nem com os meus filhos. Namorado então, nessas épocas, nem pensar!” (sic)

Como podemos observar, a ordem é cooptar tudo que desvie do padrão. E nada, na atualidade, é mais divergente do padrão do que a gordura – a exemplo do movimento negro, talvez fosse o caso de criarmos uma ação afirmativa para os gordos!

O DIFÍCIL PESO DA GORDURA:A DOR DA FEIÚRA
“...se não saio para malhar, fico ociosa comendo em casa, conseqüentemente engordo e por fim deprimo. Nessas fases, nem acendo a luz porque não suporto a minha imagem horrorosa, caída, toda flácida no espelho.”

Em um interessante artigo que trata a obesidade como um fenômeno social com diversas representações, Fischler, tenta construir uma classificação dos estereótipos morais ligados aos obesos.

Uma das primeiras coisas assinaladas pelo autor é o caráter de ambigüidade que as representações sociais sobre a gordura assumem no imaginário atual. Damos aos obesos um tratamento contraditório e nele, reside um paradoxo importante a ser destacado: aos gordos, associamos estereótipos como simpatia e amabilidade, por outro lado, sua imagem inspira a lipofobia como um sintoma social. E é neste horror à gordura, que uma série de técnicas de emagrecimento são forjadas - avalizadas pelos discursos construídos nas malhas da cultura do fitness e do bodybuilding.

Na contemporaneidade, a obesidade assume a forma mais representativa de alijamento social. Com relação ao julgamento social sobre a gordura, chamamos a atenção para a mais interessante contribuição que o texto de Fischler (1995) nos oferece: a criação de dois tipos fundamentais de estereótipos morais referentes à obesidade.

Nesta classificação, o autor divide os obesos em dois grupos que variam de acordo com determinados padrões de comportamento e cujas denominações são as seguintes: obesos benignos e obesos malignos. No primeiro grupo, o autor enquadra o indivíduo de comportamento expansivo, extrovertido, brincalhão – o típico gordinho “boa praça”, que parece querer desculpar-se pela inadequação física compensando, tal fato, através da convivência agradável.
Já no segundo, figuram as pessoas que se negam a efetuar qualquer tipo de transação simbólica com vistas a serem socialmente aceitas. Frases do tipo: gordo tem obrigação de ser simpático, ilustram bem o que autor tenta demonstrar em seu argumento.

Ao que parece, as pessoas bonitas têm prerrogativas. Ao vermos uma pessoa muito bonita parecemos desculpar todo e qualquer tipo de defeito de caráter. Inversamente proporcionais aos comentários depreciativos em relação as pessoas gordas, são aqueles associados aos indivíduos de bela de aparência. Aos belos, tudo é desculpado e permitido, pois a beleza, em si, é a moeda de troca.

Não havendo qualquer tipo de restituição simbólica que possa despertar a piedade alheia, os gordos pertencentes ao últipo grupo são mantidos excluídos, feito párias sociais, pois já não participam das regras do jogo social.

Não à toa, na sociedade contemporânea, os obesos são denominados “malignos” ou “malditos” – como no jocoso termo empregado por Fischler. Possuem também, um comportamento visto como depressivo e por isso, desprovido da obstinação necessária para a contenção de suas medidas corporais. Enfim, sua imagem demonstra um certo desânimo perante a vida e traduz fracasso no agenciamento do próprio corpo e dos seus limites.

Numa sociedade como a nossa, na qual o máximo da valoração social não reside na realização das ideologias/utopias, mas na realização dos projetos individuais – nada, então, mais antipático e que desperte menos solidariedade do que um indivíduo incapaz de empenhar-se no projeto pessoal da boa aparência.

Se, historicamente, as mulheres preocupavam-se com a sua beleza, hoje elas são responsáveis por ela. De dever social (se conseguir, melhor), a beleza tornou-se um dever moral (se quiser eu consigo). O fracasso, não se deve mais a uma impossibilidade mais ampla, mas a uma incapacidade individual.

Enquanto nos séculos passados podíamos culpar a natureza, na contemporaneidade, a negligência é a responsável e a culpa é individual. Segundo Baudrillard (1970) o que hoje podemos observar é a "moralização do corpo feminino", o que indica a passagem de uma estética para uma ética do corpo feminino.

Partindo, então, da premissa de que os imperativos estéticos são, simultaneamente, produzidos e reforçados por expectativas socialmente instituídas, é possível concluir-se que é a relação com a alteridade, ou seja, com o olhar do outro, que atribui uma avaliação demasiadamente depreciativa a respeito da imagem corporal que o sujeito constrói sobre si. Nota-se, contudo, que ao descrever a própria imagem, o indivíduo tende em querer desvencilhar-se dos adjetivos mais depreciativos, fazendo uso de eufemismos e diminutivos para mascarar sua real aparência.

É interessante notar a maneira peculiar e afetuosa, parecendo muitas vezes negar a realidade, como a maioria das mães de crianças obesas descrevem seus filhos – referem-se aos mesmos como gordinhos, cheinhos ou gulosos, enquanto na escola seus colegas utilizam-se de adjetivos agressivos e que denotam uma evidente depreciação moral: (balofo, hipopótamo, paquiderme, rolha de poço...) Usando este tipo de denominação, as mães parecem desculpar seus filhos perante a sociedade, que os encara como glutões e inadequados. É também através da adjetivação carregada de afeto que fornecem a valoração não encontrada socialmente.

Fischler (op.cit) sublinha, ainda, um outro tipo de julgamento moral que surge de forma recorrente no imaginário social. Nele, indagamo-nos se os gordos são vítimas do seu metabolismo e da sua carga genética ou, culpados por um comportamento transgressor com relação à comida. De acordo com a enquête feita pela autor, um número expressivo de pessoas atribuem aos obesos a responsabilidade por sua condição, ou seja, são considerados, simultaneamente, descontrolados e com uma voracidade desmedida. Embora, socialmente, compreendidos possuidores de uma espécie de compulsão, no caso da glutoneria, o sentimento moral de culpa e responsabilidade não lhes é aliviado.

Como bem aponta o autor, as categorias que representam a gordura, a magreza e a obesidade mantém-se, relativamente, estáveis ao longo dos séculos. Contudo, é preciso que estejamos atentos, pois são os critérios que determinam o limiar entre uma e outra, que sofrem grandes variações. Nas palavras do autor: ”era preciso sem dúvida, no passado, ser mais gordo do que hoje para ser julgado obeso e bem menos magro para ser considerado magro” (1995:79)

Em última análise, nota-se que na atualidade a tolerância para com a gordura diminuiu drasticamente, chegando, até mesmo, a ser enquadrada na forma de uma categoria de exclusão. Carregada de estereótipos depreciativos, a gordura dá lugar a magreza, que é, então, positivada e exaltada.

Assim, a mesma cultura que elege o corpo como lócus privilegiado dos investimentos individuais produz, simultaneamente, sujeitos lipofóbicos e o atual estado de corpolatria do qual somos todos testemunhas.

CONCLUSÃO

“Para mim é assim, acho que a gente não tem que conviver com aquilo que a gente não gosta, eu, por exemplo: não gostava do meu nariz - fiz plástica; achava que tinha uma bola nos quadris - lipoaspirei o culote; achava que tinha seios pequenos demais - virei Barbie, taquei silicone, não queria esperar o meu cabelo crescer - coloquei um Mega hair.”

Iniciamos nosso trabalho dizendo que o discurso do corpo fala das relações internas à sociedade. Palco privilegiado dos paradoxos e dos conflitos, o corpo como obra de arte é o corpo teatralizado, palco onde as palavras são encenadas. Tal qual nas cidades povoadas pelos murais e outdoors, uma nova forma de escritura se estabelece. O tamponamento do real, o horror da imperfeição e da finitude, nas palavras de Augras:

"A distância entre o modelo da revista e o reflexo no espelho também contribui para a dificuldade de integração. Não se trata apenas de conciliar senso de realidade e aspirações narcisistas. O que propõem as fotografias são corpos imaginários, abstratos e inatingíveis e, por assim dizer, eternos. Não são submetidos à dor, nem ao envelhecimento, ainda menos à morte..."

É numa sociedade globalizada, dividida entre ganhadores e perdedores e sem ideais, que os sujeitos entregam-se às compulsões. Nessa urgência, como aponta Mendlowicz (2000), qualquer espera equivale ao desespero, causado por uma enorme intolerância com aquilo que o atrapalhe em sua busca pela perfeição.

E nada mais distante da perfeição, na sociedade atual, do que a feiúra.

“O que não suporto é gente se lamuriando insatisfeito com o próprio corpo, mas que não faz nada a respeito. No meu caso, por exemplo, quando começar a sentir que tem algum excesso eu vou me cortar”. (sic)

As falas das entrevistadas, no estudo anteriormente mencionado, apontam claramente para os recursos, cada vez mais utilizados, em busca do corpo ideal. Se todas as culturas, de uma forma ou de outra, praticaram a modificação corporal, as práticas atuais, segundo Rodrigues, adquirem um caráter muito mais individualista e violento, no seu afã de questionar as relações natureza/cultura, homem/máquina.

Um bom exemplo, é o estatuto que a feiúra passou a ocupar na contemporaneidade, bem como suas novas representações. A feiúra, freqüentemente associada à gordura, sofre uma das maiores formas de discriminação nas sociedades que cultuam o corpo. Para eliminá-la, mitigá-la ou disfarçá-la, todos os esforços e sacrifícios serão dispendidos. Discriminação ostensiva, manifesta e sem culpa, ao contrário dos negros, pobres, gays ou qualquer outra minoria - discriminamos os feios e/ou gordos sem nenhum pudor ou vergonha.

Mas o que significa ser belo ou feio? Fosse este um trabalho sobre estética, certamente teríamos de nos alongar mais em nossas definições. Não é o caso. Longe de naturalizar a relação gordura/feiúra, buscamos, justamente, apontar como o desvio do padrão estético “da moda” remete o sujeito, sobretudo as mulheres, para o limbo da exclusão e para as exaustivas práticas do culto ao corpo.

Para finalizar gostaríamos de retornar à indagação que Freud faz em 1930 acerca da beleza. Em “O Mal Estar na Civilização”, o autor mostra-se intrigado acerca da valorização da beleza pela civilização, ainda que esta não lhe proporcione nenhuma utilidade. No mesmo texto, o autor caracteriza a fruição da beleza como uma estratégia para buscar a felicidade. A esta fruição, Freud dá o caráter de um “sentimento tenuamente intoxicante” referindo-se ao sexo feminino como o “Belo Sexo”.

Qual seria o significado desta coisa inútil sem a qual não podemos passar? Reza o ditado popular que uma imagem vale mais do que mil palavras! Em uma cultura, com cada vez mais telas e menos páginas, as imagens passam a constituir, por si só, a realidade ao invés de retratá-la, reproduzi-la e representá-la.

A imagem toma o lugar do sujeito e, sem perspectiva de si mesmo, haverá identidade possível?
Para ilustrar recorreremos a Perrot (1984) e seu conceito de ortopedia mental. Interrogando-se a respeito do ideal feminino de emancipação, analisa, historicamente, as conquistas femininas e sugere, de forma irônica, mas categórica, que estamos vivendo uma ditadura bem mais severa do que todas até então vivenciadas pelas mulheres.

O autor considera os diversos procedimentos de produção e manutenção do bom aspecto do corpo feminino, entraves bem maiores na vida das mulheres do que os fardos que deflagraram a queima de soutiens em praça pública ou mesmo o discurso médico atestando o mal que os espartilhos causavam.

Segundo Perrot, (op.cit) com a maior exposição do corpo as atenções sobre a pele intensificam-se, assim como a rotina de cuidados com a aparência física. Para designar essa tentativa frenética de reformatação e adequação das formas, Perrot cunhou o termo ortopedia mental. O termo descreve com uma precisão jocosa, uma ordem ainda mais tirânica que as já conhecidas formas que levaram à subserviência feminina.

Nada mais cruel do que lutar com um inimigo implacável e inexorável. Contra a ação do tempo as mulheres lutam, tentando manter-se sempre jovens e belas. Frenéticas e enlouquecidas, consumindo compulsivamente toda sorte de produtos que prometam retardar o seu envelhecimento e manter sua beleza, essas mulheres lutam contra si, perdendo-se no espelho à procura de si mesmas. Se antes as roupas as aprisionava, agora se aprisionam no corpo - na justeza das próprias medidas.

Contudo, mais uma vez é necessário cautela. Não há como pensar que todas as mulheres vivem essas transformações de forma passiva e acrítica. Neste sentido, nunca é demais relembrar que o discurso do corpo fala das relações internas à sociedade e também nele vai se expressar a busca da felicidade plena.

Como todo culto, como toda moda, o impacto da moda do culto ao corpo sobre a sociedade, só pode ser detectado a partir da compreensão da maneira como seus ditames são interpretados pelos indivíduos que, no interior de diferentes grupos sociais, lhes emprestam significados próprios. Como aponta Strozemberg (1986) o receptor nunca recebe passivamente uma mensagem, mas sempre, necessariamente, a interpreta e reelabora, na medida em que toda a decodificação é uma leitura. A experiência do corpo é sempre modificada pela experiência da Cultura

PENSE MAGRO, a dieta definitiva de Beck”

Qualquer dieta razoável será bem sucedida se você estabelecer uma programação mental adequada", é o que defende a professora de psicologia da Universidade da Pensilvânia, Judith S. Beck, Ph. D, especializada em terapia cognitiva e autora do livro Pense Magro - a dieta definitiva de Beck, best-seller nos EUA, com mais de 120 mil exemplares vendidos. Traduzida em 16 países, entre eles, Japão, Itália, Espanha, Holanda e Dinamarca, a obra trata da dieta de uma forma diferente à medida que não recomenda uma receita pronta e milagrosa para alcançar o tão sonhado emagrecimento. Mas reúne um programa abrangente, cujo objetivo é ensinar passo a passo o interessado a educar seu cérebro a pensar como uma pessoa magra. "Trata-se de um programa psicológico e não de uma dieta alimentar. Não lhe diz o que comer. Você pode estabelecer a dieta de sua preferência, desde que ela seja nutritiva. O programa ensina o leitor a comer conforme o esperado e a responder a pensamentos sabotadores como eu não quero que, eu não tenho que ou eu não consigo", esclarece Judith. Composto por dez capítulos, o livro detalha o programa integrado por 42 passos, com duração de seis semanas, baseado nos princípios da terapia cognitiva - uma das formas de psicoterapia mais estudadas atualmente - e oferece ferramentas capazes de administrar emoções e comportamentos, além de ensinar como resistir à compulsão alimentar. Ganhar peso após o emagrecimento é um dos obstáculos mais comuns entre os praticantes das dietas. Judith afirma que isso ocorre porque as pessoas perdem o peso, mas não transformam definitivamente o comportamento. "As pessoas precisam aprender o que dizer a si mesmas quando estão famintas", do contrário são vencidas pelo desejo de comer, pontua a autora.Lidar com as trapaças dos pensamentos sabotadores, resistir a alimentos tentadores e a propostas de grupos sociais, enfrentar os desejos e as emoções negativas que incentivam a comer como forma de confortar qualquer problema são desafios que a autora lista e esclarece na obra: "Alimentar-se de forma saudável e nutritiva, comer devagar, fazer exercícios são velhos conhecidos hábitos no mundo inteiro, o que as pessoas não sabem e que destaco no livro, é como se envolver de forma a cumpri-los"

FONTE: Livro Brasileiro 

Ele começa com um texto que em resumo fala que se nós não modificarmos nossa maneira de pensar, em relação à alimentação, nunca conseguiremos sustentar nossos hábitos alimentares e, em conseqüência, nunca conseguiremos emagrecer e/ou manter o peso perdido.
O primeiro capítulo “A chave do sucesso”, começa da seguinte forma:
“ Se você enfrentou dificuldades para emagrecer ou engordou novamente nos últimos tempos, você culpou a si mesmo(Sou muito fraco...Não estou motivada o suficiente), culpou seu organismo( Tem alguma coisa errada em mim... Eu, simplesmente, não consigo emagrecer), ou à dieta que escolheu ( Esta, definitivamente, não funciona pra mim)?
Fico feliz em lhe dizer que a razão de seu insucesso te outra explicação. Você, apenas, não sabia como fazer dieta. Quando aprender a fazer dieta, subirá na balança e verá um peso cada vez menor, semana após semana. Você vestirá roupas menores. Você vivenciará todos os benefícios maravilhosos de um corpo mais magro.
Isto é o que está ao seu alcance quando você aprende a ser persistente na dieta. Este livro lhe ensina a evitar trapaças; resistir a alimentos tentadores, mesmo que estejam na sua frente; lidar com a fome, com os desejos incontroláveis, com o estresse, e com as emoções negativas, sem que você precise comer para se confortar. Você aprenderá a se motivar para praticar exercícios, mesmo que isso não seja de sua natureza. Você descobrirá como fazer tudo o que for necessário para alcançar o sucesso em sua dieta – mudando a maneira
como você pensa."

Tudo o que você gostaria de saber sobre estrias


As estrias são queixa freqüente no consultório dermatológico, principalmente pelas mulheres, que a cada dia têm se preocupado mais com a estética corporal. Realmente as estrias são mais prevalentes no sexo feminino e estão diretamente relacionadas a períodos de alterações hormonais, como a puberdade, gestação e obesidade. Outras condições como Síndrome de Cushing, Síndrome de Marfan, diabetes, tuberculose e lupus eritematoso têm sido relacionadas com o aparecimento de estrias.

Etiologia: Na puberdade, as alterações hormonais  podem levar ao aparecimento de estrias. Na gestação, os próprios hormônios da gravidez, associados ao estiramento do pele e ao ganho de peso levam a formação de estrias. E interessante ressaltar, que as estrias são mais freqüentes nas gestantes adolescentes quando comparadas a mulheres adultas grávidas. Isto talvez ocorra em decorrência da soma de componentes hormonais nas adolescentes grávidas.

Além destas condições fisiológicas, há outros fatores que desencadeiam a formação de estrias, como o ganho de peso, o uso de corticóides sistêmicos e tópicos, e o aumento abrupto de massa muscular, observado em pessoas que se submetem a uma hipertrofia muscular rápida, acompanhada de distensão importante da pele.

Classificação:

Vermelhas: são as chamadas estrias recentes. Normalmente, na sua fase inicial, as estrias apresentam-se avermelhadas ou arroxeadas, e vão gradativamente assumindo a coloração branca, podem ser precedidas de prurido no local de aparecimento.

Brancas: são as estrias antigas, que já não apresentam reação inflamatória

Atróficas: apresentam-se deprimidas em relação a superfície da pele.

Hipertróficas: fazem relevo com relação à superfície da pele.

Localização:Quanto a localização, na puberdade, normalmente acometem a face lateral dos quadris e coxas, e em alguns casos, a região lombar. Na gestação, geralmente se distribuem no abdome, circundando a cicatriz umbilical, podendo acometer tombem a região glútea, coxas e flancos, quando a gestação é acompanhada de ganho excessivo de peso.
Observa-se predileção pelo aparecimento de estrias nas áreas de maior acumulo de tecido adiposo, principalmente a gordura característica das formas ginóides.
A obesidade ou o ganho de peso também se associa ao aparecimento de estrias. Alterações hormonais apresentadas nestes estados e a distensão da pele são as responsáveis.

terça-feira, 8 de março de 2011

Corrente russa

Na década de 80, foi verificado que os astronautas russos, ao retornarem da missão espacial, sofriam de flacidez, atrofia, e fadiga muscular. Observando este quadro cientistas desenvolveram uma corrente excitomotora (Corrente Russa) para solucionar o problema no menor tempo possível.
Um equipamento com tecnologia de ponta (microprocessado e digitalizado), adotada pelos maiores centros de estética do mundo. É indolor e extremamente eficiente no tratamento da flacidez, modelagem corporal e recuperação com aumento da força muscular. Não é uma ginástica passiva. O paciente participa ativamente do tratamento. É eficaz para homens e mulheres porque respeita a fisiologia muscular e o seu metabolismo trabalhando as fibras vermelhas e brancas proporcionando resultados rápidos e altamente satisfatórios.
O Corrente Russa é um equipamento com tecnologia avançada, diferente das outras correntes existentes, por ser de média freqüência, fixada em 2500HZ, duplamente modulada, provocando maior contração até os músculos em planos profundos.
Na primeira modulação, selecionamos o tipo de fibra a ser trabalhada, assim como a carga aplicada à musculatura. Na segunda, o tempo de sustentação da contração e o intervalo de tempo entre contrações consecutivas.Somente esse tipo de modulação é capaz de atingir todos os tipos de fibras que compõem um músculo e que se classificam em:
FIBRAS VERMELHAS: Ativadas primeiramente em um movimento, são responsáveis pela atividade postural, movimentos lentos e moderados. Têm grande capacidade de concentração, são resistentes e dinâmicas. Sua freqüência tetânica fica entre 20 HZ e 30 HZ.
FIBRAS INTERMEDIÁRIAS: Não tão resistentes quanto as vermelhas, nem tão rápidas como as brancas, são trabalhadas em exercícios de baixo impacto.
FIBRAS BRANCAS: Recrutadas numa atividade de explosão, alta velocidade ou movimento de destreza. Para ativa-las é necessário uma freqüência entre 50 HZ e 100 HZ. São responsáveis pelo aparecimento da flacidez, principalmente a partir dos 40 anos, quando diminuem, significativamente, até a ausência do neurotransmissor que excita a contração destas fibras. Por ser uma fibra superficial, é responsável pelo contorno corporal, e a dificuldade em recruta-la nos movimentos rotineiros faz do Corrente Russa um recurso exclusivo de excelente resultado no combate à flacidez associado à modelagem corporal.
Outra característica do Corrente Russa é sua capacidade de realizar, de forma verdadeira, uma contração isométrica, isotônica e isocinética trabalhando o músculo em sua capacidade máxima num tempo de terapia reduzido em relação a outros recursos. Sua utilização é fácil, podendo ser trabalhados vários grupos musculares, respeitando os agonistas e antagonistas em contrações alternadas.
Um fator que também chama a atenção é a quantidade de energia necessária a um bom resultado, respeitando os parâmetros fisiológicos musculares. Essa característica se define na relação de fase onde o profissional vai determinar a carga (20% 35% e 50%) de acordo com as condições apresentadas pelo paciente e sua evolução no decorrer das sessões. O tempo de exposição e o tempo de relaxamento é outro ponto importante a ser avaliado, já que se alteram de acordo com a progressão das sessões.

Todas essas características fazem com que o Corrente Russa seja capaz de remodelar o corpo combatendo a flacidez, de várias origens, de forma rápida e eficaz.

Principais Patologias:

Hipotonia muscular de:
  • Abdome
  • Glúteos
  • Membros inferiores
  • Membros superiores
  • Interno de coxa
Fortalecimento e aumento de tônus muscular:
  • Pós-parto
  • Pós-emagrecimento
  • Pré e pós-lipoaspiração
Melhora da performance de atletas:
  • Recuperação da força muscular
  • Melhor rendimento
  • Preparação para qualquer trabalho
Reeducação postural

Termoterapia- Infrared

A termoterapia é emprego terapêutico de calor. O calor pode ser aplicado na área de Estética sob diversas formas dependendo do tratamento a ser feito.
A termoregulação do organismo humano
O organismo humano é homeotermo, ou seja, mantém sua temperatura entre certos limites fisiológicos. Para que seja mantida dentro destes limites, a temperatura é regulada através de mecanismos que permitem ao organismo opor-se ao efeito do calor ou do frio ambiental.
Efeitos biológicos do calor sobre o organismo
De acordo com o agente aplicado, a sua intensidade e o tempo de aplicação obteremos efeitos a nível local, regional ou geral.
Quanto aos efeitos locais observamos:
1) A nível celular:
  • aumento do metabolismo celular
  • aumento da atividade enzimática
  • modificação da permeabilidade da membrana
2) A nível circulatório:
  • dilatação das arteríolas e capilares
  • aumento da permeabilidade capilar
3) A nível de terminações nervosas:
aumento do limiar da dor (sedação)
Quanto aos efeitos regionais observamos:
1) Relaxamento da musculatura lisa
2) Relaxamento da musculatura estriada
Quanto aos efeitos gerais observamos:
1) Vasodilatação generalizada
2) Aumento da temperatura corporal
3) Aumento da sudoração e da diurese
4) Efeito sedante
O calor provoca estímulo geral do metabolismo celular com aumento da síntese protéica e da atividade enzimática com modificações da permeabilidade da membrana celular. A dilatação de arteríolas e capilares conduzem a região à hiperemia. O maior aporte de sangue à região promove um estímulo trófico, ao transportar mais oxigênio e nutrientes, com eliminação de toxinas. A hiperemia também provoca o aumento do transporte de substâncias de defesa como anticorpos, gamablobulinas e leucócitos promovendo um potente efeito antiinflamatório.
A aplicação de calor tem também um importante efeito analgésico por ação sobre as terminações nervosas, o que aumenta o limiar da dor. Sobre a musculatura tanto lisa como estriada o calor provoca um relaxamento com aumento do aporte sangüíneo ao músculo o que colabora para a sua recuperação.
Dessa forma podemos concluir que o calor tem os seguintes efeitos terapêuticos:
1) Locais:
  • hiperemiante
  • trófico
  • antiinflamatório
  • analgésico
  • antiespasmódico
2) Gerais:
  • desintoxicante
  • relaxante muscular
  • trófico
  • vasodilatador
Na Estética, a termoterapia é empregada na redução do peso, celulite, modelação do corpo e em tratamentos corporais que requeiram o uso de calor localizado.
Exemplo de aplicação do aparelho termoterápico